MP3 não está morto ainda!

O formato de MP3 não está morto ainda! A Fraunhofer Institute for Integrated Circuits, fundação alemã que inventou o MP3, anunciou em 23 de abril de 2016, que encerrou o programa de licenciamento do formato. A indústria diz que o formato MP3 ainda terá vida longa, mesmo com a expiração das últimas patentes.

Mesmo com os inventores do MP3 estarem abandonando o formato a indústria diz que ele ainda tem vida.

 

A ação da Fraunhofer, na verdade, é simbólica e sinaliza o que com dados recentes que o formato MP3 simplesmente não é mais relevante, para usuários e distribuidores de conteúdo de áudio por streaming. Segundo a Fraunhofer a maioria dos distribuidores de mídia de streaming já utiliza outros formatos como o AAC ou FLAC’s que conseguem oferecer mais recursos com maior qualidade de áudio utilizando menor banda de internet.

A Fraunhofer como criadora do MP3 recomenda que futuramente sejam usados formatos mais modernos, como AAC que têm cerca de um quarto do tamanho dos MP3, e qualidade superior.

 

Nate Suo diretor de operações da online-ripping servisse Murfie, diz que ainda irá demorar muitos anos para o MP3 acabar e que teoricamente, mais produtos, serviços e ferramentas podem surgir agora, já que não é mais necessário pagar pelas licenças.

O que vai acontecer, é que gradativamente as indústrias irão se adaptar aos novos formatos até que um seja padronizado. Todavia irá ser difícil devido a grande variedade de formatos que existem hoje no mercado.

 

O MP3 mais do que um formato musical foi responsável pela forma como ouvimos música criando uma revolução cultural em todo o mundo com o poder de compartilhamento de músicas pela internet. O interessante é que muita gente não sabe que o MP3 não era um formato gratuito. Não era até recentemente, não que se tivesse que pagar diretamente pelo uso do MP3, porém, o formato sempre esteve cercado de patentes. Assim, empresas que quisessem reproduzir MP3 em software ou hardware tinham que pagar pelo licenciamento de determinados recursos.

 

Ao usuário comum, essas condições dificilmente eram perceptíveis. Mas, às vezes, a situação ficava complicada nos bastidores. Só para você ter ideia, a Microsoft quase teve que pagar uma indenização de US$ 1,52 bilhão em 2007 por supostamente violar patentes relacionadas ao MP3 e outras tecnologias.

 

Possíveis formatos para substituir o MP3:

AAC, APE, AIFF, FLACs OGG, MP3pro, WMA, WAV.

No geral, direi que o AAC assumirá o lugar do MP3 em alguns anos, pois é amplamente difundido e com suporte dos grandes distribuidores de mídia como Apple, Sony, Spotify, Youtube e muitas outras distribuidoras de conteúdo.

Se você tem dúvida ou alguma pergunta que gostaria de fazer escreva-nos será um prazer responder!

 

Artigo escrito por: Jorge Faria

Consultor de Broadcast da Audiotx e Stereotool FM

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